AGRADECIMENTO AOS COLABORADORES – CONCISA

Agradecemos a participação dos alunos do oitavo período da Universo, dos funcionários , do coordenador do curso de Educação Física, Gilberto, dos professores do curso de Educação Física, da equipe Primorato , Bergson e Simone Galvão e de todos os congressistas . Samyra Nery e Carolina Nery

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOCÊ CONSEGUE SIM!! NÃO DESISTA!

A prática de exercícios em academias é algo que a maioria das pessoas encara porque busca algo que essa prática lhe oferece e não porque gosta da atividade em si.
Muitas vezes fica difícil permanecer na academia porque o cansaço e a dor aparecem reforçando a ideia de que não vale a pena abrir mão de outras coisas ou compromissos para fazer algo que não se gosta e que, além disso,traz indisposição e desmotivação no dia a dia. Vários pesquisadores já confirmaram este fato como um dos principais motivos que levam as pessoas a desistirem (Deci e Ryan, 2000; Gomes e Capelão, 2012, Cocca et al., 2013).

Essa história de que toda pessoa que inicia a prática de exercícios vai sentir dor até se adaptar NÃO É VERDADE! Como diz Ajzen, o criador da teoria do comportamento planejado, as experiências anteriores em relação à prática de exercícios é um fator de extrema importância para as pessoas e influenciam na motivação para iniciar essa prática ou permanecer nela.Outros estudiosos concordam com essa ideia (Teixeira et al., 2012; Kakiakangas et al., 2009; Garcia et al., 2012; Hogan et al., 2013; Lobo et al., 2015).

Jamais uma pessoa deve começar essa prática relacionando-a com fatores negativos mais do que com fatores positivos. A adaptação ao exercício vai depender da prescrição do treino e da conscientização que o praticante tem sobre a influência do seu comportamento no cansaço e na dor, ambos orientados pelo profissional.

As pessoas costumam associar a dor e o cansaço à sua incapacidade ou inabilidade em relação a prática de exercícios. Pois digo: Não se preocupe, VOCÊ CONSEGUE SIM!! Tudo é uma questão de tempo, disciplina e boa orientação. É necessário um período de adaptação e esta deve acontecer respeitando o tempo e a condição física de cada um. A prática de exercícios não deve gerar desmotivação e incapacidade, pelo contrário ela deve ajudar as pessoas a sentirem mais vigor, disposição, energia e saúde no seu dia a dia. Portanto NÃO DESISTA!!

Escrito por: Samyra Nery Machado

Ruptura. Qual melhor tratamento?

Quando um indivíduo rompe um tendão, seja durante uma atividade esportiva, ou em um trauma, conclui-se que este tendão deve ser reparado, e logo se pensa em cirurgia. Tenho escutado muitas questões como: Imagina, como o meu tendão vai ficar? Solto? É imprescindível que ele tenha que ser reconstruído. Será?? Se for em caso de atletas então não tem escolha, a cirurgia será inevitável, pois irá ficar FIRME e SEGURO, para que o atleta esteja apto a treinar e competir novamente.
O que nos faz pensar que a cirurgia será o melhor tratamento? O que ela realmente poderá contribuir para a funcionalidade de um ligamento ou tendão rompido? De acordo com o pesquisador Javier Maquirriain, PhD (2012) A ruptura do tendão de Aquiles (TA) é uma lesão grave e o melhor tratamento ainda é controverso, pois os resultados cirúrgicos são semelhantes aos resultados conservadores (fisioterapia), no entanto, descobriu que a força da sutura do TA testada em cadáveres indica que esses reparos são extremamente fracos em comparação com as forças que o TA está exposto durante a caminhada. As técnicas cirúrgicas mais fortes são o “3-bundle” (453 N) e “Krackow aumentado de 4 fios” (323 N). É importante considerar a estimativa de forças aplicadas ao TA durante os exercícios mais comuns e atividades durante o período de reabilitação, se for comparar com as sobrecargas geradas neste tendão pela caminhada (1500-2000 N), uma cirurgia não será suficiente para resolver a necessidade funcional de uma pessoa sedentária e muito menos para um atleta – corrida (9000 N).
O protocolo de reabilitação deve se iniciar o quanto antes, com suporte de peso, amplitude de movimento e exercícios de fortalecimento, bem como, tempos de imobilização mais curtos e mais rápido retorno ao esporte, porém estes protocolos não têm muito apoio científico. Por estes fatores é crucial saber o comportamento mecânico do tendão, as alavancas da biomecânica nos exercícios de fortalecimento para obtenção de um tratamento eficaz, tornando um atleta apto a competir num período mais curto de tratamento e sem a necessidade de um procedimento cirúrgico.
Chega de sentir dor!!!!

Como está a venda da avaliação na sua academia?

Caros colegas de profissão e/ou donos de academias, esta carta é uma reflexão sobre problemas que vimos enfrentando por muitos anos no mercado de academias e agora me coloco na posição de dar uma sugestão baseada em muito estudo sobre o assunto e muitas conversas que já tive com donos de academias. Meu objetivo é apresentar uma solução.
Convido cada um a refletir: Como está a venda da avaliação na sua academia? Seus resultados são satisfatórios? Quem é o professor responsável pela avaliação? É o mesmo professor que acompanha o treinamento do seu cliente? Qual professor você acha que tem mais conhecimento para analisar os resultados da avaliação fazendo uma relação com a assiduidade do cliente e o treinamento que ele realiza? Qual é o professor que tem uma relação de maior proximidade com o seu cliente para motivá-lo quando os resultados não forem como esperado, para incentivá-lo a chamar um parente ou um amigo quando ele estiver bem satisfeito com seus resultados?

O seu professor tem preparo técnico para estabelecer uma relação de confiança com o cliente, para motivá-lo a treinar, a buscar resultados e incentivá-lo a trazer novos clientes?
Estou falando de atendimento, de gestão de clientes, de técnicas de vendas, de uso dos resultados da avaliação para gerar fidelização e captação de clientes.
Você já se perguntou por que a maioria das pessoas não estão na academia sendo que o que se oferece lá traz resultados tão significativos e importantes para a vida de qualquer ser humano?
Com certeza a falta de conhecimento não é, pois os meios de comunicação abordam estes resultados incansavelmente todos os dias.
Acredito que estamos trabalhando ou seguindo no caminho errado, senão os resultados estatísticos não seriam tão ruins.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (2008) mais de 60% da população mundial não realiza exercícios físicos com frequência a ponto de obter os resultados da mesma. Das pessoas que iniciam a prática de exercícios em academias, 50% delas desistem nos primeiros seis meses (Marcus et al., 2000).

Vários estudiosos (Gomes, 2016; Lobo et al., 2015; Cocca et al., 2013; Hogan et al., 2013; Teixeira et al., 2012; Gomes e Capelão, 2012; Garcia et al., 2012; Johansson et al., 2011) têm estudado os motivos que levam as pessoas a ingressarem a prática de exercícios nas academias e os motivos que as levam a desistirem dessa prática ou a permanecerem na mesma. Estudando a população que frequenta as academias e a população que não consegue estabelecer um comportamento efetivo de prática de exercícios eles perceberam que os motivos principais ou mais recorrentes estão relacionados a QUESTÕES PSICOLÓGICAS. São questões sobre as quais nós não atuamos de forma intencional, porque os profissionais não estão preparados para essa atuação, talvez não tenham sequer informação sobre essas questões.

Basta observar uma ficha de anamnese da maioria das academias e você verá que os aspectos abordados são físicos, pautados no estado de saúde, de histórico de exercícios, nos objetivos com a prática de exercícios, hábitos alimentares etc.

Venho estudando estratégias para mudar este cenário e começaria como sugestão para solucionar esse problema o treinamento dos profissionais para realizarem avaliação física usando testes de fácil aplicabilidade e que não necessitem de materiais onerosos, além do treinamento de vendas, negociação e ferramentas para fidelização, captação e gestão de clientes. Aí estão dois cursos para incentivarem seus professores a fazerem, essa é uma parceria que ambos saem ganhando, tanto o profissional quanto o dono da academia, portanto dê o seu incentivo para o seu profissional que é interessado e busca se desenvolver.

Meu nome é Samyra Nery, tenho uma empresa de formação de profissionais: PRIMORATO, deixo meu mini-currículo (abaixo) para que me conheçam um pouco mais. Estarei à disposição para quem quiser saber mais detalhes dos cursos que vamos oferecer nos dias 10 e 11 de junho sobre avaliação física e 24 e 25 de junho sobre coaching, vendas e negociação.
Whatsapp – (62) 998619419 / email – samyra.nery@primorato.com.br

.Currículo

Samyra Nery Machado Mello

Formação
Graduação: Educação Física – UEG – Goiânia – GO / Fevereiro de 1997
Especialização: Fisiologia do Exercício – FMU – São Paulo – SP/ Julho de 1999
Treinamento de força – UGF – Rio de Janeiro – RJ / Setembro de 2002.
Mestrado: Atividade Física e Saúde – UCB – Brasília-DF/ Março de 2005

Cursos
Certificação em coaching – SLAC (Sociedade Latino-Americana de Coaching) – 2016
Alta Performance em Vendas – Dale Carnegie – 2015
Relações Humanas e Comunicação – Dale Carnegie – 2013

Experiência com docência
.Fevereiro de 1999 a Julho de 2000 – Docente da graduação do curso de Educação Física da UEG – Goiânia
.Fevereiro de 1999 a Julho de 2004 – Docente da graduação do curso de Fisioterapia da UEG – Goiânia
.Julho de 2004 – Docente da pós graduação do curso de Educação Física da UEG – Goiânia
.Janeiro de 2000 – Julho de 2001 – Coordenadora da pós graduação de Fisiologia do Exercício da Universidade Gama Filho – RJ, realizada em Goiânia
.Julho 2001 – Dezembro de 2002 – Coordenadora da pós graduação da Universidade Gama Filho – RJ, em Goiânia de Treinamento de Força
.Julho de 2009 – Julho de 2010 – Docente da graduação do curso de Educação Física da UEG- Goiânia
.Fevereiro de 2006 – Hoje – Docente da Graduação do curso de Educação Física da Universidade Salgado de Oliveira nas disciplinas de Treinamento de força, de Fisiologia do Exercício e de Ginástica de Academia.
.Atualmente participa de bancas de TCC na graduação da Universo e na pós graduação da UNIP.

Experiência profissional
.Março de 2001 – Julho de 2007 – Coordenadora da área de Treinamento de força da Academia Átrio (atual Bodytech) – Goiânia /Goiás
.Julho de 1997 – Hoje – Personal trainer na área de Treinamento de força – Goiânia/Goiás.
.Maio de 2010 – Hoje – Proprietária da PRIMORATO – Aprimoramento e Aperfeiçoamento Profissional na Área da Saúde – Goiânia/Goiás.

Publicações Importantes
.Artigo – Effect of high versus low-velocity resistance training on muscular fitness and functional performance in older men. European Journal of Applied Physiology, 2007.(Revista Qualis A)
.Publicação em Anais – Power training versus tradicional resistance training to improve physical function in older men. Annual Meeting of the American College of Sports Medicine – Indianápolis, 2006.
.Publicação em Anais – Efeitos do treinamento resistido de potência nas habilidades funcionais em homens idosos. Simpósio Internacional de Ciências do Esporte – São Paulo, 2005

A motivação dos alunos

Um estudo realizado por Liz e colaboradores (2012) concluiu que a motivação dos alunos em relação à pratica de exercícios é influenciada por:
. Feedback fornecido pelos professores e fortalecimento da relação professor-aluno

Segundo Murcia e Coll (2006) o profissional exerce papel motivador quando evidencia fatores e atitudes positivas e exalta qualidades do executante. Já Simões e colaboradores (2001) orientam a:
.Optar por elogiar
.Prescrever dizendo o que fazer ao invés do que não fazer e
.Descrever o que o aluno fez ao invés do que não fez

Outros autores (Freitas, 2008 e Pierkazievcz, 2004) incentivam os profissionais a fornecerem estímulos para que o aluno alcance metas previamente estabelecidas.
Seja qual for o caminho que você, profissional, escolher essa preocupação e atitude motivacional devem acontecer diariamente. Acredito que o principal objetivo de um profissional de Educação Física para com o seu aluno/cliente é fazer com que ele coloque a prática de exercícios como uma prioridade em sua vida, fazendo-o perceber os benefícios que essa prática pode proporcionar em vários aspectos da sua vida: físicos, psíquicos, sociais e econômicos.

Benefícios do exercício físico para os idosos

Um estudo com 163 idosos realizado por Stalin e colaboradores (2014), em 15 academias de Joinville observou que a principal motivação desse público para o ingresso à academia foi:
.Busca de saúde (90,8%) e
.Motivação de terceiros (33%)
E a principal motivação para a permanência na prática de exercícios foi:
.Sociabilização (72,7%) e
.Percepção dos benefícios que a prática de exercícios proporciona (45%)
Se a melhora da saúde é um resultado tão imediato com a prática de exercícios, por que o contingente de idosos que praticam exercícios é tão baixo? Nós profissionais devemos nos perguntar: será que estamos no caminho certo da promoção e incentivo à prática de exercícios?

Para refletir…

O que o profissional de Educação Física oferece às pessoas através da prática de exercícios? Será que disposição para trabalhar, diminuição de dores e cansaço no dia a dia, um sono melhor, melhora da auto-estima, melhora da saúde, sociabilização são coisas que valem muito na vida de uma pessoa? Como tudo isso vem sendo oferecido? As pessoas conseguem associar esses ganhos com a prática de exercício? Se o exercício proporciona tudo isso além de outros ganhos, então porque as pessoas que praticam exercícios físicos correspondem a uma pequena parcela da sociedade? Será que o profissional está sabendo mostrar o valor do seu trabalho? Será que ele sabe mostrar o valor para as pessoas daquilo que ele oferece? Estamos falando de venda de um produto, de uma ideia, de um serviço. Como está o preparo do profissional de Educação Física para vender “seu peixe”? Essa capacidade para vender, envolve não só o conhecimento técnico em vendas, como habilidades comportamentais e conhecimento a fundo do seu produto. Será que o profissional de Educação Física investe nesse conhecimento? Será que ele acredita que o conhecimento fará toda a diferença sobre o valor do seu produto e a sua valorização como profissional? O que tem sido feito para mudar este panorama?

Personal trainer e o mercado de trabalho

A falta de preparo do profissional de Educação Física foi identificada em um estudo como causador de alguns problemas enfrentados no mercado pelos personais trainers como a baratização do serviço (64%), a dificuldade de estabelecer o nome no mercado (32%), a instabilidade financeira (24%) e a dificuldade de adaptação ao perfil do cliente (20%). Segundo Domingues Filho (2006), as pessoas sem a qualificação profissional necessária percebem a oportunidade de trabalho e passam a oferecer o mesmo serviço, com um menor custo em relação ao mercado, prejudicando os bons profissionais. Como solução, Manzione (2006) destaca que o profissional deve atingir a satisfação do cliente e investir no seu marketing, pois um cliente satisfeito indica o serviço para outras pessoas, tornando o profissional conhecido no mercado, por consequência, aumentando a base de colaboradores e preço de mercado.

Profissionais e a Educação Física

É muito comum observarmos profissionais que queiram abandonar a profissão que se encontram estagnados, não investem na profissão, no seu conhecimento e inovação e muitas vezes não se enxergam como responsáveis pelos resultados insatisfatórios encontrados no trabalho. Acreditam que o problema esteja na profissão ou na falta de valorização do profissional pela sociedade.
Em Criciúma, Santa Catarina, um estudo (Krug et al., 2009) observou que em 10 grandes academias da região central da cidade, 55% dos profissionais alegavam insatisfação com a profissão devido à baixa remuneração e 33,3% devido à desvalorização do profissional.
A baixa remuneração em academias leva o profissional ao excesso de horas de trabalho na busca por um salário melhor e o resultado disso é: queda da motivação para trabalhar e baixa perspectiva em relação à profissão. Palma e colaboradores (2007) observaram isso ao estudarem 184 professores de atividades aquáticas. Eles constataram que 41,3% deles trabalhavam acima de 45,1 horas semanais e 52,7% queixavam-se de dores, alegando que elas ocorriam por ficarem muito tempo em pé, com posturas inadequadas, e por apresentarem repetitividade de tarefa e com constante utilização de esforço físico.

A ocupação do profissional de Educação Física

A ocupação do profissional de Educação Física tem acontecido entre a contradição do sofrimento e do prazer. Ao mesmo tempo em que existe satisfação pessoal com o trabalho, ocorrem queixas referentes as condições de trabalho e volume de trabalho. Os profissionais possuem vários empregos na tentativa de obterem um salário melhor e isso os deixam cansados para ministrar e preparar aulas, pois além do desgaste físico que as aulas proporcionam ainda têm que se deslocar para os diferentes empregos. Tudo isso gerando déficit de tempo para se capacitar, para o lazer, autocuidado com a saúde, convívio com a família, dedicação a projetos pessoais e outros, comprometendo assim sua qualidade de vida e do seu trabalho, ou seja, degradam sua saúde para cuidar da saúde dos outros. Nesse cenário observa-se um resultado não promissor, muitas vezes com abandono da profissão.